eu sou o ponto fraco dessa roda
uma argola mal fundida
onde a cerca é viva e corta
eu sou o ponto fraco da maré
na quebra da onda bandida
onde o pescador não fica mais de pé
eu sou o ponto fraco da estrada
a curva silenciosa que mata
onde bate o medo e se enche de nada
eu sou o ponto fraco dessa memória
a melodia abalada
a criança desamparada
onde nasce, cresce e morre toda a escória.
2 comentários:
Perfeito seu poema.
Ameiiiiiii
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